O número de mulheres que decidem engravidar após os 35 anos tem aumentado no Brasil, impulsionado principalmente pela busca por estabilidade financeira, crescimento profissional e mudanças no comportamento social. Especialistas alertam, no entanto, que a maternidade tardia exige planejamento e acompanhamento médico devido aos riscos e à redução natural da fertilidade feminina com o avanço da idade.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística apontam que, entre 2018 e 2023, o número de filhos por mulher caiu no país, mas houve crescimento entre mães acima dos 40 anos. Informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária também mostram aumento nos procedimentos de congelamento de óvulos e embriões nos últimos anos.
Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a fertilidade feminina começa a diminuir gradualmente após os 30 anos e apresenta queda mais acentuada a partir dos 35. Entre os fatores biológicos estão a redução da quantidade e da qualidade dos óvulos, além do aumento dos riscos de aborto espontâneo, diabetes gestacional, hipertensão e alterações cromossômicas.
Médicos destacam que técnicas de reprodução assistida, como fertilização in vitro e congelamento de óvulos, ampliaram as possibilidades para mulheres que desejam adiar a maternidade. Ainda assim, especialistas reforçam que os avanços da medicina não eliminam totalmente os impactos do envelhecimento reprodutivo.
A recomendação é que mulheres que pretendem postergar a gravidez busquem orientação médica e realizem avaliação da reserva ovariana para melhor planejamento reprodutivo.
Crédito da foto: Ridofranz / iStockphoto
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