Ambulantes criticam exclusividade da Ambev no Carnaval de BH e reclamam das vendas

Por Dentro De Tudo:

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Vendedores ambulantes que trabalham no Carnaval de Belo Horizonte estão insatisfeitos com a exclusividade concedida à Ambev, patrocinadora oficial da festa. Apesar da presença de milhares de foliões em blocos como o CarnaKvsh, realizado no último domingo (23), muitos trabalhadores relatam vendas abaixo do esperado e uma concorrência acirrada.

Para a vendedora Jaqueline Cardoso, o excesso de ambulantes e a guerra de preços prejudicam o comércio. “Tem muita concorrência e gente vendendo muito barato. A gente rala muito para vender quase de graça”, desabafou. Já Franciele do Nascimento acredita que os descontos são necessários para manter as vendas ao longo do evento: “É melhor vender todos os dias por um preço acessível do que aumentar e não vender nada.”

Além da disputa de preços, a exclusividade da Ambev também preocupa os ambulantes. Cláudio Antônio Rodrigues questiona a restrição imposta pela prefeitura. “Eu comprei minha mercadoria, e agora não posso vender porque não é da Ambev? Ano passado trabalhei bem melhor”, afirmou.

A Ambev investiu R$ 5,9 milhões no Carnaval de BH deste ano, garantindo a exclusividade de suas marcas em alguns pontos da cidade. Bebidas de outras fabricantes locais, como Xeque Mate e Xá de Cana, ainda podem ser vendidas, mas a falta de clareza sobre as regras tem causado confusão entre os ambulantes.

O Sindicato das Indústrias de Bebidas de Minas Gerais (Sindbebidas MG) contesta a exclusividade e pode recorrer à Justiça, alegando prejuízos às cervejarias locais. Em 2017, uma ação judicial garantiu a liberação de outras marcas no Carnaval.

A Prefeitura de Belo Horizonte e a Ambev ainda não se manifestaram sobre as críticas e reivindicações dos ambulantes.

Fonte: O Tempo

Foto: Maria Clara Lacerda/O Tempo

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