A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réu um médico mastologista por crimes contra a dignidade sexual cometidos ao longo de 12 anos. As vítimas são pacientes em tratamento de câncer e funcionárias de um hospital público de Itabira, na Região Central de Minas. O médico é acusado de estupro, importunação sexual, assédio sexual e violação sexual mediante fraude.
O caso foi investigado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que aponta que o médico aproveitou a vulnerabilidade das vítimas, cometendo os abusos principalmente no hospital onde trabalhava e em seu consultório particular. A prisão preventiva do médico foi decretada no dia 4 de fevereiro, e a denúncia foi aceita pela Justiça na última terça-feira (25).
De acordo com as investigações, pelo menos 15 mulheres foram ouvidas, com indícios de que outras vítimas também tenham sofrido abusos. A promotoria destaca que o médico usou a sua posição de confiança para praticar os crimes, especialmente com mulheres que estavam em tratamento de câncer. Além disso, uma investigação paralela também apura se o hospital onde o médico trabalhava teve algum tipo de conivência com os crimes.
A defesa do médico informou que aguarda intimação para se manifestar. O hospital onde ele trabalhava também foi contatado para esclarecer a situação, mas ainda não se pronunciou.
Fonte: g1 Minas — Belo Horizonte
Foto: Reprodução/ TV Globo

















