A Justiça de Minas Gerais decidiu levar a júri popular um dos acusados pela morte de uma mulher trans de 33 anos, espancada após sair sem pagar uma conta de R$ 22 em uma lanchonete da Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (7), e determina que o réu responda por homicídio qualificado.
Segundo a decisão judicial, existem provas e indícios suficientes de participação direta nas agressões. Já o segundo investigado foi retirado do processo após a Justiça entender que não havia comprovação de envolvimento físico no crime.
A magistrada também retirou as qualificadoras de feminicídio e uso de meio cruel. Conforme a sentença, os elementos reunidos até o momento apontam que o crime teria sido motivado pela cobrança da dívida, e não pela identidade de gênero da vítima.
Por outro lado, foram mantidas as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. A decisão destaca que a agressão teria ocorrido por causa de um valor considerado insignificante e em situação de vulnerabilidade da vítima.
O acusado irá responder ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica e restrições de contato com testemunhas e familiares.
De acordo com as investigações, a vítima foi agredida na madrugada de 23 de outubro de 2025 após deixar uma lanchonete sem quitar a conta. Ela sofreu ferimentos graves, incluindo fraturas e perfuração intestinal. Inicialmente atendida e liberada, voltou a procurar atendimento médico dias depois devido ao agravamento do quadro clínico.
A morte ocorreu 19 dias após as agressões, em decorrência de choque séptico causado por infecção generalizada ligada às lesões sofridas.
O julgamento pelo Tribunal do Júri ainda não tem data marcada.
Crédito da matéria: g1 Minas
Crédito da foto: Reprodução/g1 Minas
Fonte: @g1minas / g1.globo.com

















