O BH Airport recebeu o título de Aeroporto Guardião da Fauna Silvestre e passou a integrar uma iniciativa voltada ao combate ao transporte ilegal de animais e espécies silvestres. A ação inclui treinamento de profissionais para identificar tentativas de ocultação e transporte irregular dentro do aeroporto.
A capacitação reuniu equipes de segurança aeroportuária, Polícia Federal, Receita Federal, Ibama, companhias aéreas e empresas que atuam no atendimento em solo. O treinamento abordou identificação de espécies, formas utilizadas para esconder animais e técnicas de inspeção de passageiros e bagagens.
Entre os casos já identificados no aeroporto estão uma estrela-do-mar encontrada em uma bagagem de mão, corais marinhos, caranguejos-uçá, peixes e até um jabuti escondido junto ao corpo de um passageiro. Uma cobra conhecida como corn snake também foi encontrada dentro de uma lixeira após ser abandonada durante uma fiscalização.
Segundo estimativas divulgadas pelo aeroporto, cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados da natureza todos os anos no Brasil, enquanto o comércio ilegal movimentaria aproximadamente R$ 5 bilhões por ano.
Além do combate ao tráfico, o BH Airport mantém projetos de preservação ambiental. O aeroporto está inserido na Área de Proteção Ambiental Carste de Lagoa Santa e mantém áreas de vegetação nativa e uma passagem de fauna sob a LMG-800.
Desde 2023, câmeras instaladas no local já registraram animais como tamanduá-mirim, veado-catingueiro, quati, jaguatirica, cachorro-do-mato, tatu, capivara e paca utilizando a estrutura. Segundo o aeroporto, os atropelamentos de animais silvestres no trecho monitorado caíram cerca de 83% nos dois primeiros anos de acompanhamento.
Fonte: BH Airport
Foto: Divulgação/BH Airport
CONFINS REFORÇA COMBATE AO TRÁFICO DE ANIMAIS















