Aliados políticos e advogados teriam alertado o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o risco de prisão e a possibilidade de ele enfrentar um destino semelhante ao do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo reportagens da *Folha de S.Paulo* e do *Diário do Centro do Mundo*.
Após a derrota nas eleições presidenciais de 2026 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio participou de uma reunião de cerca de cinco horas com aliados e advogados. Entre os presentes estavam Rogério Marinho e Tarcísio de Freitas.
O encontro ocorreu depois de Flávio visitar o pai e receber uma intimação da Polícia Federal no âmbito de uma investigação sobre suspeita de lavagem de dinheiro. Segundo as reportagens, a intimação foi solicitada pela PF e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão também determinou o cancelamento dos passaportes brasileiros do senador e a entrega de um passaporte italiano.
Os advogados e aliados teriam recomendado que o senador deixasse de contestar publicamente as urnas eletrônicas e priorizasse uma defesa técnica. Eles também o alertaram de que insistir nas críticas poderia levar à prisão, como ocorreu com o pai, que cumpre prisão domiciliar.
Apesar dos conselhos para não deixar o país, Flávio viajou aos Estados Unidos e afirmou publicamente que o temor de ser preso motivou sua saída. A Polícia Federal passou a apurar as circunstâncias da viagem, pois não teria havido registro em postos regulares de controle migratório.
Nos Estados Unidos, o senador disse que pretende manter atuação política fora do Brasil e alegou que o pai é vítima de censura e injustiça. Também relatou uma conversa entre os dois após a intimação da PF, afirmando que o ex-presidente teria demonstrado preocupação com o rumo da investigação.

Texto: via DeFato Online
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil










