Alunos da UFMG criam site para mapear violência contra a mulher

Por Dentro De Tudo:

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Um site que reúne casos de violência contra mulher em Belo Horizonte foi lançado, nesta quinta-feira (10), por alunos da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo a estudante Luiza Martins, de 21 anos, coordenadora do estudo, a ideia veio do Projeto de Extensão em Crimes Contra a Mulher da UFMG (CRIM) e conta com a participação de sete pessoas. O mapeamento deve melhorar a estimativa a subnotificação de casos.

“O site vai abarcar boletins de ocorrência de 2018 aos dias hoje, incluindo os cinco tipos de violência previstos pela Lei Maria da Penha: psicológica, sexual, moral, física e patrimonial. Lá também terá informações sobre os meios oficiais para fazer a denúncia”, disse Luiza.

Ela explicou ainda que, no site, haverá um sistema de gráficos interativo, no qual o usuário selecionará a fonte dos dados que pretende analisar, podendo escolher entre boletins de ocorrência ou formulários que a mulher que tiver interesse pode registrar, de forma anônima, algum episódio de violência que tenha sofrido.

O site foi baseado em informações do Formulário Nacional de Avaliação de Risco de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e os questionamentos do próprio boletim de ocorrência, “de forma que as perguntas vão desde informações sobre o perfil da mulher e do agressor, dinâmica da violência e se a mulher fez a denúncia ou não”, segundo Luiza.

“Percebi que era importante a criação de alguma plataforma que, independente da denúncia, permitisse que as mulheres contassem sua história. Aliado a isso, meu estágio na Delegacia da Mulher (DEAM) me permitiu ter contato com os boletins de ocorrência, o que me fez despertar o interesse nesse material de estudos”, contou Luiza.

O objetivo é que, daqui a 7 meses, a equipe faça um levantamento dos dados inseridos no site para montar um mapa da violência contra a mulher em BH.

“Queremos pensar propostas para levar para entidades para auxiliar ainda mais o combate mais eficaz a este tipo de violência”, disse a estudante.

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