O resgate mobilizou mais de 100 pessoas, mas uma falha no sistema de cordas fez o jovem voltar à posição em que estava preso. O corpo permanece dentro da caverna, que foi selada.
Uma expedição que deveria ser um passeio em família terminou em uma das mais conhecidas tragédias de exploração de cavernas dos Estados Unidos. Em novembro de 2009, um estudante de medicina de 26 anos ficou preso em uma passagem extremamente estreita da Nutty Putty Cave, em Utah.
Ele havia entrado na caverna acompanhado de familiares e amigos e acabou avançando por uma passagem não mapeada, ficando preso de cabeça para baixo em uma fenda. A posição dificultava a respiração e também comprometia a circulação sanguínea.
As equipes de resgate trabalharam durante cerca de 27 horas. Mais de 100 pessoas participaram da operação, que utilizou cordas, polias e outros equipamentos para tentar retirar o jovem da passagem. Em determinado momento, os socorristas chegaram a conseguir movimentá-lo, mas uma âncora do sistema de resgate se soltou e ele deslizou novamente para o ponto onde estava preso.
Pouco depois, o jovem sofreu uma parada cardíaca e morreu. Os socorristas ainda avaliaram a possibilidade de retirar o corpo, mas concluíram que a operação apresentaria riscos extremos para as equipes.
Diante da impossibilidade de recuperação, as autoridades e a família decidiram manter os restos mortais no interior da caverna. A entrada da Nutty Putty foi posteriormente selada com concreto, transformando o local no último repouso do jovem e impedindo novas explorações.
A história voltou a ganhar atenção ao longo dos anos e inspirou o filme The Last Descent, lançado em 2016, com autorização da família para retratar a tragédia.
Fonte do texto: The Salt Lake Tribune / HowStuffWorks
Foto: Reprodução














