A Apple publicou nesta segunda-feira (25) uma página de suporte em português sobre os cuidados que pessoas com marca-passo ou outro dispositivo eletrônico cardíaco implantável (DCI) devem ter ao usar os novos iPhone 12.
O material foi divulgado algumas semanas depois de um estudo nos Estados Unidos sugerir que um iPhone 12 poderia desativar um marca-passo desfibrilador.
O alerta está relacionado com o fato de a nova linha dos celulares possuir mais ímãs do que modelos anteriores do iPhone.
Na nova geração, a fabricante adicionou um recurso chamado MagSafe, para encaixar acessórios como carregadores sem fio, capinhas e carteiras para cartão de crédito por meio de magnetismo.
A empresa afirma que quem possui marca-passo deve manter uma distância de 15 cm entre o celular e o implante para ter mais segurança. Se o celular estiver carregando em uma base sem fio, o recomendável é ficar a 30 cm de distância.
A Apple pede para que as pessoas confirmem com seus médicos se é preciso manter essa distância entre o dispositivo médico que usam e o iPhone.
“Embora todos os modelos de iPhone 12 contenham mais ímãs que os modelos anteriores de iPhone, não se espera que eles representem maior risco de interferência magnética em dispositivos médicos que os modelos anteriores de iPhone”, diz o aviso da empresa.
Martino Martinelli, diretor da unidade de estimulação cardíaca do Instituto do Coração (InCor) de São Paulo, explica que DCIs modernos possuem filtros que não restrigem o uso da maioria dos aparelhos celulares, mas que o estudo publicado na revista “Heart Rhythm Journal” mostrou que o novo iPhone tem um ímã mais potente.
Martinelli explicou que existem três tipos de marca-passo: o tradicional, o ressincronizador e o desfibrilador – esse último dá choques que interrompem uma arritmia grave, como um ataque cardíaco.
O artigo científico mostrou que o iPhone 12 causa interferência eletromagnética especificamente em desfibriladores, o que pode fazer com que ele deixe de dar um choque quando necessário.















