As campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro têm apostado em diferentes formatos de mobilização nas ruas na reta final das eleições. Enquanto apoiadores do petista organizam manifestações com estudantes, artistas e rodas de samba, aliados do senador investem em motociatas, caminhadas e nos chamados “Bloquinhos do 22”.
No Rio de Janeiro, atos em apoio a Lula reuniram estudantes, músicos e artistas em Copacabana e na região da Lapa. Em São Paulo, a Avenida Paulista também recebeu uma manifestação organizada por entidades estudantis, com a participação do presidente.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro mantém agendas com apoiadores ligados ao agronegócio e participa de mobilizações que incluem motociatas e eventos políticos. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também impulsiona os “Bloquinhos do 22”, que começaram em Minas Gerais e podem chegar a outros estados.
Para cientistas políticos ouvidos pela reportagem, as manifestações dificilmente mudam a opinião de eleitores já decididos, mas podem influenciar indecisos e estimular a participação de pessoas que pensam em não votar. Os atos também ajudam a dar visibilidade às campanhas e a mobilizar militantes.
Especialistas avaliam, porém, que o alcance dessas ações pode ficar restrito aos grupos que já se identificam com cada candidato. O desafio das campanhas é transformar a presença nas ruas em votos, especialmente entre eleitores indecisos e aqueles que não compareceram ao primeiro turno.
MANIFESTAÇÕES DE LULA E FLÁVIO BOLSONARO BUSCAM IMPULSIONAR VOTOS
Fonte: O Globo
















