O Brasil tem enfrentado um crescente número de mortes associadas ao alcoolismo, especialmente entre pessoas com 55 anos ou mais. Segundo o relatório “Álcool e a Saúde dos Brasileiros: Panorama 2024”, entre 2010 e 2022, essa faixa etária foi a única a registrar aumento nas mortes relacionadas ao consumo de álcool. Para os homens, o número de óbitos subiu 17,5%, e para as mulheres, 10,9%. As mortes em outras faixas etárias, por outro lado, diminuíram, com a maior redução ocorrendo entre jovens de 18 a 34 anos.
A especialista Mariana Thibes, coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), aponta que a solidão e a perda de entes queridos são fatores que influenciam o aumento do consumo de álcool entre os mais velhos, especialmente após a pandemia. Durante o período de confinamento, o consumo excessivo aumentou, com muitos bebendo sozinhos para lidar com o isolamento e as dificuldades emocionais.
A médica gastroenterologista e hepatologista Ana Flávia Passos alerta para os riscos do alcoolismo na saúde, especialmente em pessoas mais velhas, que são mais vulneráveis a quedas, distúrbios mentais, doenças cardiovasculares, hepáticas e outros problemas graves. A especialista também destaca que um consumo diário de mais de três doses de álcool é prejudicial e pode resultar em dependência, mesmo que o indivíduo não apresente sinais evidentes de doença.
Fontes: O Tempo
Foto: Fred Magno / O Tempo














