O Brasil passou a ter o segundo pior acesso ao mercado dos Estados Unidos entre os principais países exportadores, atrás apenas da China, após a entrada em vigor de novas tarifas impostas pelo governo americano.
Segundo cálculo do economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, a diferença entre a tarifa efetivamente paga pelos produtos brasileiros e a dos principais concorrentes aumentou de 0,8 para 7,5 pontos percentuais.
Antes das novas sobretaxas, a tarifa média efetiva sobre produtos brasileiros era de 10,3%, contra 9,5% dos concorrentes. Com as novas medidas, o índice brasileiro passou para 16,6%, enquanto a média dos demais países ficou em 9,1%.
O governo brasileiro estima que 47,3% das exportações nacionais estejam atualmente sujeitas às tarifas americanas, considerando as medidas recentes e as sobretaxas aplicadas ao aço e ao alumínio.
Especialistas avaliam que o aumento da diferença tarifária pode reduzir a competitividade de produtos brasileiros no mercado americano. Entre os setores apontados como mais vulneráveis estão produtos químicos, móveis, calçados, têxteis e confecções.
A estimativa citada na reportagem é de que as exportações brasileiras para os Estados Unidos possam recuar entre US$ 1,7 bilhão e US$ 3,6 bilhões no primeiro ano em razão das tarifas, com possibilidade de perdas maiores caso o cenário se prolongue.
Em 2025, o Brasil exportou US$ 37,6 bilhões aos Estados Unidos, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Fonte: O TEMPO / Folhapress
Foto: IABR/Divulgação















