Um paciente viveu 271 dias com um rim de porco geneticamente modificado, no mais longo período já documentado pela medicina para um xenotransplante renal.
O procedimento foi realizado no Massachusetts General Hospital (MGH), nos Estados Unidos, e teve como líder o médico brasileiro Leonardo V. Riella, diretor médico de Transplante Renal da instituição.
O paciente, Tim Andrews, de 66 anos, sofria de doença renal em estágio terminal causada pelo diabetes tipo 2. Após a cirurgia, realizada em fevereiro de 2025, o rim suíno começou a produzir urina imediatamente e permitiu que ele deixasse a diálise.
O órgão permaneceu funcionando por 271 dias, até outubro de 2025, quando apresentou falha e precisou ser retirado. Após 82 dias de diálise, Andrews recebeu um rim humano de um doador no início de 2026.
O rim utilizado no estudo foi desenvolvido com 69 alterações genéticas, feitas com a técnica CRISPR-Cas9, para reduzir a rejeição pelo organismo humano e diminuir riscos de infecções.
Para os pesquisadores, o resultado abre a possibilidade de que órgãos de animais geneticamente modificados possam, no futuro, servir como uma espécie de “ponte” temporária para pacientes que aguardam um transplante humano.
Fonte da matéria: O TEMPO
Fonte da foto: Massachusetts General Hospital/Divulgação
BRASILEIRO LIDERA TRANSPLANTE DE RIM DE PORCO QUEBRADEIRO DE RECORDE















