Brincar não depende de brinquedos caros ou de uma rotina cheia de atividades. Segundo especialistas em desenvolvimento infantil, caixas de papelão, panos, garrafas, água e objetos do dia a dia podem se transformar em oportunidades de criatividade e aprendizado.
A pedagoga, psicopedagoga e neurocientista Rachel Mendes, criadora do perfil @atividades_para_brincar, destaca que muitas crianças acabam se interessando mais pela caixa de um brinquedo do que pelo próprio produto.
Para ela, brincadeiras de faz de conta, desenhos e histórias inventadas permitem que a criança tenha um papel ativo, estimulando imaginação, criatividade, linguagem, coordenação, planejamento e resolução de problemas.
Outra alternativa é transformar atividades comuns da rotina em momentos de interação. Na cozinha, por exemplo, a criança pode ajudar a separar ingredientes, contar objetos e comparar tamanhos. Na organização da casa, pode separar itens por cores ou categorias.
A especialista também ressalta que não é necessário preencher todo o tempo da criança com atividades. O ócio e o tédio também são importantes, pois podem estimular a criança a criar suas próprias brincadeiras.
Mais do que oferecer brinquedos e entretenimento, a recomendação é valorizar a presença, a conversa e o tempo de qualidade em família.
Crédito da matéria: O Tempo
Crédito da foto: www.peopleimages.com
BRINCAR NÃO PRECISA DE BRINQUEDO CARO















