No Dia Mundial de Combate ao Bullying, celebrado em 20 de outubro, especialistas reforçam a importância de identificar os sinais de violência entre crianças e adolescentes e agir para proteger as vítimas.
Dados do DataSUS, por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), apontam que, em 2024, foram registrados cerca de 15.759 episódios de violência relacionados ao ambiente escolar atendidos por serviços de saúde, um aumento de 23% em relação ao ano anterior.
Segundo a psicóloga Mariana Ramos, professora da Afya Centro Universitário Itaperuna, a identificação precoce e o acolhimento são fundamentais para reduzir os impactos do bullying na saúde emocional e no desenvolvimento dos estudantes.
A violência pode ocorrer de diferentes formas, como agressões físicas, insultos, ameaças, humilhações, exclusão social e perseguições pela internet. Também pode envolver assédio de natureza sexual e divulgação de conteúdos íntimos sem consentimento.
Entre os principais sinais de alerta estão mudanças bruscas de comportamento, isolamento, irritabilidade, medo de ir à escola, queda no rendimento escolar, dores de cabeça ou de estômago sem causa aparente, alterações no sono e no apetite e ansiedade antes das aulas. O sofrimento também pode aparecer após o uso das redes sociais.
O que os pais devem fazer?
A orientação é ouvir a criança sem julgamentos, demonstrar acolhimento e não minimizar o sofrimento com frases como “isso é bobagem” ou “você precisa ser mais forte”.
Também é importante comunicar a escola, registrar os episódios relatados e buscar acompanhamento psicológico quando necessário. A atuação conjunta entre família, escola e profissionais especializados ajuda a interromper a violência e oferecer suporte aos envolvidos.
A prevenção passa ainda por ações educativas, formação de professores, espaços seguros de escuta e iniciativas que estimulem o respeito às diferenças, a empatia e a resolução pacífica de conflitos.
O bullying não deve ser tratado como brincadeira ou algo que a criança precisa enfrentar sozinha. Reconhecer os sinais e agir rapidamente pode fazer a diferença na proteção da saúde e do bem-estar de crianças e adolescentes.
Fonte: Informações da Afya Centro Universitário Itaperuna

















