Câncer colorretal já matou 15,9 mil pessoas em Minas Gerais desde 2020; especialista alerta para diagnóstico tardio

Por Dentro De Tudo:

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O câncer colorretal foi responsável por 15.900 mortes em Minas Gerais entre 2020 e 2026, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) divulgados pelo jornal O TEMPO. A doença está entre os tipos de câncer que mais provocam mortes no estado, apesar de apresentar grande potencial de cura quando identificada precocemente.

Os números mostram crescimento dos óbitos entre 2020 e 2024, quando foram registradas 2.658 mortes, o maior total da série. Em 2025, foram 2.610 óbitos. Em 2026, os dados contabilizados até o momento da publicação somavam 1.670 mortes.

Para a oncologista Thaís Passarini, do Instituto Oncoclínicas, o cenário preocupa porque pode indicar diagnóstico tardio e dificuldades de acesso ao tratamento adequado. A especialista também aponta que a pandemia de Covid-19 pode ter contribuído para o quadro, devido à interrupção de exames, à redução do rastreamento e à menor procura por serviços de saúde.

Entre os principais fatores de risco estão alimentação inadequada, sedentarismo, obesidade, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. Dietas ricas em carnes vermelhas e alimentos ultraprocessados, além do baixo consumo de fibras, também podem aumentar o risco.

Os sinais de alerta incluem sangue nas fezes, alterações persistentes do hábito intestinal, dor abdominal, perda de peso sem causa aparente e anemia. A doença, porém, pode não apresentar sintomas nas fases iniciais.

A especialista destaca a importância da avaliação médica e do rastreamento. A colonoscopia pode identificar e remover lesões precursoras antes que evoluam para câncer. A recomendação sobre quando iniciar os exames deve considerar as orientações médicas, o histórico familiar e os fatores de risco individuais.

A SES-MG orienta que pessoas com sintomas suspeitos ou histórico familiar procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação. Quando necessário, o paciente pode ser encaminhado para exames como o teste imunoquímico fecal (FIT) e a colonoscopia.

CÂNCER COLORRETAL MATA 15,9 MIL PESSOAS EM MINAS DESDE 2020

Crédito da matéria: Mateus Pena/O TEMPO
Foto: Nadzeya Haroshka/iStockphoto

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