Mulheres que disputam as eleições em Minas Gerais relatam ameaças de morte, violência sexual, ataques racistas e agressões, e cobram medidas mais efetivas de proteção por parte das autoridades.
Entre os casos citados está o da deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG), que afirmou ter recebido ameaças de morte e estupro no início de setembro. Segundo ela, os órgãos responsáveis pelo atendimento dessas ocorrências ainda não estariam preparados para enfrentar a violência política de gênero.
A deputada Andréia de Jesus (PT-MG) também relatou ter recebido ameaças de morte com conteúdo racista e de violência física. Já a candidata Ana Elisa Santos Silva registrou ocorrência após receber mensagens com ameaças de morte e violência sexual.
Outro caso envolve a deputada federal Duda Salabert (PSOL-MG), que denunciou agressões sofridas enquanto fiscalizava uma área de mineração ilegal na divisa entre Belo Horizonte e Nova Lima. Segundo o relato, o episódio foi seguido por uma tentativa de homicídio.
Em Santa Catarina, a suplente ao Senado e advogada Fernanda Klitzke (PT) afirmou ter sido agredida por policiais militares durante uma ocorrência relacionada a uma denúncia de som alto.
Especialistas e representantes de movimentos ligados à participação feminina na política apontam que a violência pode ser utilizada como mecanismo de intimidação e afastamento de mulheres dos espaços de poder.
A legislação brasileira possui normas específicas para combater a violência política contra mulheres desde 2021. Em Minas Gerais, parlamentares também defendem maior estrutura para receber denúncias, investigar ameaças e garantir segurança às candidatas e seus familiares.
Crédito da matéria: Hoje em Dia/Agência Pública
Crédito da foto: Reprodução/Hoje em Dia
CANDIDATAS DENUNCIAM AMEAÇAS E VIOLÊNCIA NA POLÍTICA












