Os candidatos ao governo de Minas Gerais apresentam propostas diferentes para enfrentar um dos principais problemas da saúde pública no estado: as filas para consultas, exames e cirurgias, além da desigualdade no acesso aos serviços entre as regiões.
Levantamento do g1 com base nos planos de governo apresentados à Justiça Eleitoral mostra que os candidatos defendem medidas como ampliação da atenção primária, criação de hospitais regionais, fortalecimento da telessaúde e reorganização da regulação de pacientes.
Alexandre Kalil (PDT) propõe reorganizar os Centros Estaduais de Atenção Especializada, criar linhas regionais para procedimentos de maior demanda e ampliar a telessaúde.
Ben Mendes (Missão) defende polos de especialidades em cada regional, uso de telemedicina e construção de hospitais regionais no Norte de Minas e no Jequitinhonha.
Cleitinho Azevedo (Republicanos) propõe uma tabela mineira de procedimentos para complementar recursos federais e reduzir o tempo de espera por exames, consultas e cirurgias.
Flávio Roscoe (PL) quer divulgar o tempo médio de espera por região e criar um painel público, acessível por aplicativo, para acompanhar filas de cirurgias em tempo real.
Gabriel Azevedo (MDB) defende forças-tarefa regionais para reduzir filas, além do fortalecimento da atenção primária, da telemedicina e dos consórcios de saúde.
Henrique Áreas (PCO) propõe ampliar os recursos destinados à saúde pública e um plano emergencial para construção de hospitais e postos de saúde.
Indira Xavier (UP) defende mais investimentos no SUS e o fortalecimento da atenção primária, com atendimento também a populações indígenas e quilombolas.
Mateus Simões (PSD) reconhece desafios como a desigualdade regional e a demanda represada por procedimentos. O plano prevê reduzir o tempo de espera e ampliar a atenção primária e a telessaúde.
Patrus Ananias (PT) propõe ampliar hospitais regionais e consórcios intermunicipais, além de regionalizar e dar mais transparência à regulação de consultas, exames e internações.
Rafael Duda (PSTU) defende melhorias na Fhemig, contratação de profissionais por concurso, ampliação das unidades de urgência e emergência e expansão da rede física do SUS.
Túlio Lopes (PCB) propõe ampliar a atenção básica, reorganizar as regionais de saúde, oferecer transporte intermunicipal gratuito para tratamentos e aumentar a capacidade de diagnóstico nos hospitais regionais.
As propostas mostram diferentes caminhos para um problema que afeta pacientes em várias regiões de Minas e que deverá estar entre os principais desafios do próximo governo.
Fonte da matéria: g1 Minas Gerais
Fonte das informações: Planos de governo apresentados à Justiça Eleitoral
AS PROPOSTAS PARA ACABAR COM AS FILAS DA SAÚDE EM MG















