Comprar um veículo financiado pode sair muito mais caro do que o preço inicial anunciado. Em alguns casos, um carro avaliado em cerca de R$ 20 mil pode gerar uma dívida superior a R$ 60 mil, devido à incidência de juros, taxas e encargos ao longo do contrato.
Especialistas alertam que o principal indicador a ser observado é o Custo Efetivo Total (CET), que reúne todos os custos da operação, incluindo juros, impostos e tarifas. A legislação garante ao consumidor o direito à informação clara e completa sobre esses valores, tanto durante a negociação quanto no contrato.
Práticas como destacar apenas o valor das parcelas, sem apresentar o custo total, podem dificultar a compreensão do negócio e levar a decisões financeiras prejudiciais. Além disso, a omissão de informações relevantes ou a imposição de serviços adicionais, como seguros, pode configurar irregularidade.
Caso o consumidor se sinta prejudicado, é possível recorrer à Justiça para revisão do contrato, redução de encargos ou até cancelamento da compra, dependendo da situação. A recomendação é guardar todos os registros da negociação e analisar cuidadosamente as condições antes de assinar.
Outro ponto de atenção é o impacto do financiamento no orçamento. Especialistas indicam que o comprometimento com dívidas não deve ultrapassar 30% da renda mensal, sendo que o ideal é que o financiamento do veículo represente até 15%, considerando ainda despesas como manutenção, combustível e seguro.
O valor da entrada e o prazo de pagamento também influenciam diretamente no custo final. Entradas maiores reduzem os juros, enquanto prazos longos tendem a aumentar significativamente o valor total pago.
Antes de fechar negócio, também é fundamental verificar as condições do veículo, histórico de manutenção e possíveis pendências, reduzindo riscos e evitando prejuízos futuros.
FINANCIAMENTO PODE TRIPLICAR VALOR DO CARRO
Texto: Redação Por Dentro de Tudo
Foto: Divulgação
Fonte: @g1


















