Metade dos adultos brasileiros está com contas atrasadas, deixando um universo de 84 milhões de pessoas inadimplentes. A combinação de crédito mais acessível e juros elevados contribui para o acúmulo de dívidas e compromete a capacidade de pagamento. As estatísticas indicam que parte relevante da população utiliza crédito para necessidades básicas, mas enfrenta dificuldades para honrar compromissos financeiros, agravando o quadro de endividamento. Especialistas ressaltam que esse cenário impacta famílias de diferentes classes, com reflexos diretos na economia ao nível de consumo e inadimplência em cadeias de investimento.
A reportagem traz dados sobre o aumento da vulnerabilidade financeira, apontando que medidas de contenção de crédito, aliadas a elevações de juros, têm peso significativo no orçamento das famílias. O endividamento, segundo analistas, se concentra em linhas de crédito rotineiras e no uso de crédito consignado, com tensões ainda maiores para quem recebe salários mais baixos ou enfrenta instabilidade de renda. Entre os fatores citados estão o custo do crédito, a inflação persistente e a redução do poder de compra, que obrigam muitos consumidores a renegociar dívidas ou buscar alternativas para equilibrar as finanças.
Especialistas recomendam ações para reduzir o risco de inadimplência, como a construção de um orçamento mensal mais rígido, a priorização de pagamentos e a renegociação de dívidas com prazos mais longos e juros mais baixos. Também destacam a importância de planejamento financeiro, controle de gastos e educação financeira para evitar o acúmulo de novas pendências.
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September 21, 2026 at 08:43AM
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