Com os desafios impostos pela pandemia, mesmo os que não são afetados diretamente pela doença precisam se virar para descobrir novas formas de sobreviver. Exemplo disso é Walmira Santos, uma idosa que precisou largar o emprego para cuidar da mãe doente e agora tenta encontrar uma forma de fazer as contas fecharem no fim do mês. Aos 60 anos e com as dívidas já se acumulando, ela decidiu sair às ruas na orla da Lagoa da Pampulha e pedir ajuda para conseguir um trabalho. Para isso, carrega uma plaquinha simples, com um telefone de contato e os dizeres: “SOS Preciso de trabalho”.
“Eu estava parada, tinha seis anos que eu estava tomando conta da minha mãe, porque ela ficou muito doente. Então eu precisei fechar a minha loja e fiquei na casa dela aqui em BH”, conta a mulher, que trabalhava em Lagoa Santa, na região metropolitana de BH. A perda da mãe coincidiu justamente com o período mais difícil da pandemia até então – e não demorou muito para que a mulher começasse a sentir os primeiros impactos.
“Agora, ela faleceu em janeiro e eu estou aqui, porque não tenho para onde ir. Tenho que arcar com algumas contas aqui de casa e tenho que cortar outras. O telefone fixo, por exemplo, já foi cortado e nós estamos tentando pagar as contas”, explica Walmira. Atualmente, ela vive com dois irmãos, mas o dinheiro não tem sido suficiente e a família ainda precisa encarar o tratamento de saúde da irmã, que tem câncer.
‘Estão me tirando o sono’
Antes de se mudar para BH, Walmira trabalhava com sua especialidade: ela é designer de interiores e paisagista. Agora, no entanto, a situação é preocupante e ela afirma que está disposta a trabalhar em qualquer área. “O que aparecer de emprego eu preciso pegar, porque tem contas atrasadas, como água e luz… As dívidas é que estão me tirando o sono”, conta.
Fonte: BHaz.
















