Um avanço científico está trazendo novas perspectivas para pacientes com um dos tipos de câncer que mais matam no Brasil. Um estudo com o medicamento lorlatinibe mostrou que 55% dos pacientes com câncer de pulmão avançado permaneceram vivos e sem progressão da doença após sete anos de acompanhamento.
O medicamento é administrado em comprimidos, uma vez ao dia, e atua diretamente em uma alteração genética específica chamada rearranjo de ALK, presente em aproximadamente 3% a 7% dos casos do tipo mais comum de câncer de pulmão. Portanto, não é indicado para todos os pacientes.
Segundo especialistas, o resultado representa um avanço importante no tratamento da doença, especialmente porque o medicamento consegue atingir também tumores que se espalham para o cérebro.
Apesar dos resultados promissores, o tratamento apresenta efeitos colaterais. No estudo, 52% dos pacientes relataram alterações no sistema nervoso central, incluindo dificuldades cognitivas e mudanças de humor. Além disso, 77% tiveram eventos adversos considerados graves.
Outro obstáculo é o acesso. O medicamento custa aproximadamente R$ 37 mil por mês e ainda não está disponível no SUS. A incorporação ao sistema público chegou a ser analisada, mas não foi aprovada devido ao alto custo em relação aos benefícios avaliados.
Os especialistas também destacam a importância dos exames genéticos para identificar os pacientes que podem se beneficiar da terapia.
O câncer de pulmão continua sendo o que mais provoca mortes por câncer entre homens e mulheres no Brasil, com 31.237 óbitos por ano, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
ESTUDO APONTA 55% DOS PACIENTES VIVOS E SEM PROGRESSÃO DO CÂNCER APÓS 7 ANOS
Fonte: g1
















