Conheça a origem da tradição católica de não comer carne na Semana Santa

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A Igreja Católica recomenda a abstinência de carne vermelha e aves em dois momentos específicos da Semana Santa: a Quarta-Feira de Cinzas e a Sexta-Feira Santa. Essa prática é uma forma de penitência e reflexão sobre os sacrifícios de Jesus Cristo, além de representar uma preparação para a celebração da Páscoa, a maior festa religiosa cristã.

A tradição da abstinência de carne tem origens na cultura judaica e nos tempos antigos de jejum e mortificação durante períodos sagrados. No catolicismo, a Quaresma, que antecede a Páscoa, é marcada por um tempo de reflexão e disciplina. Durante este período, é comum os fiéis escolherem o peixe como substituto da carne vermelha, devido ao seu simbolismo e à sua simplicidade.

Na Sexta-Feira Santa, além da abstinência de carne, a Igreja recomenda o jejum, que é diferente da abstinência. Enquanto a abstinência diz respeito ao tipo de alimento consumido, o jejum implica em fazer apenas uma refeição completa durante o dia, substituindo as demais por refeições menores ou lanches. Esse jejum é especialmente significativo, pois a Sexta-Feira Santa marca o dia da crucificação de Cristo, e a Igreja se une em oração às 15h, hora tradicional da morte de Jesus.

A prática da abstinência de carne não é obrigatória para todos. Pessoas com condições de saúde que impeçam o jejum, como diabéticos, ou aqueles fora da faixa etária de 15 a 60 anos, podem ser dispensadas da prática. Para essas pessoas, a Igreja sugere substituir a abstinência e o jejum por atos de caridade, como a doação de alimentos ou o auxílio a pessoas necessitadas. A reflexão espiritual, portanto, continua sendo o ponto central da celebração.

Foto: Kilvia Muniz/SVM

Fonte: g1 CE

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