A Copasa levantou a hipótese de que uma sequência de rompimentos de adutoras em Belo Horizonte e Contagem pode ter sido provocada por sabotagem. A suspeita foi apresentada pela companhia ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e envolve quatro ocorrências registradas entre 19 de agosto e 8 de setembro.
Segundo a Copasa, os episódios causaram alagamentos, danos a imóveis e impactos no abastecimento de água em diferentes regiões da Grande BH. A companhia também relacionou à suspeita danos encontrados no sistema antiodor da Lagoa da Pampulha, onde foram identificados cabos furtados e outros equipamentos danificados.
A hipótese foi apresentada pela presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, durante uma reunião com integrantes da Unidade de Combate ao Crime e à Corrupção (UCC), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Coordenadoria Estadual de Investigação Criminal e Articulação Policial (Coeic).
Entre os casos analisados está o rompimento de uma grande adutora no bairro Nova Granada, em Belo Horizonte, que provocou alagamentos e deixou dezenas de bairros com impactos no abastecimento. Também estão na lista ocorrências nos bairros Cidade Nova e Milionários, na capital, além de um rompimento às margens da BR-040, em Contagem.
A Copasa deverá encaminhar ao MPMG os levantamentos e informações reunidos até agora. O material será analisado pelo órgão, que poderá abrir uma investigação criminal para verificar se houve ação deliberada.
Até o momento, porém, a sabotagem é apenas uma hipótese. Não há confirmação de que os rompimentos tenham sido provocados intencionalmente, nem informações sobre possíveis autores ou motivação.
Crédito da matéria: Hoje em Dia
Crédito da foto: Reprodução/TV Globo
COPASA SUSPEITA DE SABOTAGEM EM ROMPIMENTOS DE ADUTORAS EM BH E CONTAGEM













