Covid-19: editais para contratar profissionais da saúde estão abertos, mas muitas vagas ficam sem preencher

Por Dentro De Tudo:

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Na tentativa de abertura de novos leitos para o enfrentamento à Covid-19, tanto o governo do estado quanto prefeituras de cidades da Região Metropolitana, estão com dificuldade de contratar profissionais de saúde. Vários editais estão abertos, mas muitas vagas ficam sem preencher.

Em Lagoa Santa, por exemplo, 50 vagas estão abertas há três meses. “Nós estamos no limite, então é necessário que a gente faça nos próximos 30 dias contratações demais profissionais”, afirma o secretário municipal de Saúde, Gilson Urbano.

Há vagas para contratação, mas falta profissional da saúde interessado

A cidade precisa de médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e fisioterapeuta, mas o candidatos não aparecem.

“Pra médicos, nós estamos com o processo há quase três meses, onde nós estamos fazendo a seleção semanal, inscreve dez médicos aparece um. O técnico de enfermagem é mais grave ainda, é um profissional muito escasso no mercado”, completa Urbano.

A situação se repete Minas afora. Mês passado, o governo estadual abriu 74 chamamentos emergenciais – que é quando o estado tem o direito de fazer contratações com mais agilidade. Dos 74, em 14 não apareceram interessados.

“A questão não é nem a remuneração salarial é realmente a falta de pessoal. Quem está no mercado de trabalho está em dupla ou tripla jornada de trabalho. A maioria dos profissionais trabalha em dois, três estabelecimentos. Então fica muito mais complicada essa situação que estamos vivendo hoje em Minas Gerais”, fala Neuza Freitas, diretora executiva do Sind-Saúde Minas Gerais.

No último ano, Minas dobrou os leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) de 2 mil para 4 mil e fez contratações. A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) chamou 700 profissionais temporários, mas não foi suficiente.

Neuza ainda alerta que leito de UTI tem nos hospitais de Minas e que a grande maioria não está aberta justamente por falta de profissionais.

“Quando eles falam de aumentar leitos, a questão não é aumentar leitos, a questão é que não tem o profissional pra estar assumindo esses leitos. Então, na verdade, nós temos unidades com vários leitos vagos. Nós temos, por exemplo, o Júlia Kubitschek com diversos leitos vagos, mas não tem como abrir porque não tem profissional pra estar assumindo”.

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