Crise no sistema prisional de Minas: interdição, superlotação e ameaça de greve

Por Dentro De Tudo:

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A situação do sistema prisional de Minas Gerais preocupa autoridades e especialistas. A penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, está parcialmente interditada desde dezembro de 2024, por falta de servidores. A unidade, que é uma das maiores do Estado, só pode manter até 2.200 presos, número limitado por decisão judicial.

A Polícia Penal de Minas Gerais ameaça entrar em greve. A categoria reivindica reajuste salarial — segundo o sindicato, há uma defasagem de 44,9% — e melhores condições de trabalho. O policial penal Patrick Alves denuncia a sobrecarga dos agentes, a estrutura precária nas unidades e o silêncio do governo estadual frente às reivindicações.

Especialistas como Ludmila Ribeiro, da área de segurança pública, alertam que uma paralisação pode ter impactos graves no sistema, como a suspensão de atividades de ressocialização e o risco de rebeliões, caso a situação se prolongue.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) afirma que está trabalhando na ampliação do sistema com novas vagas e reformas em unidades prisionais. Além disso, um novo concurso público com 1.178 vagas está previsto para o segundo semestre de 2025. Ainda assim, o déficit de pessoal continua afetando a segurança e o funcionamento das prisões em todo o Estado.

Fonte: O Tempo — reportagem de Juliana Siqueira e Rayllan Oliveira

Foto: Ramon Bitencourt / Arquivo / O Tempo

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