A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) ingressou com uma ação civil pública pedindo a suspensão do exercício profissional de um cirurgião plástico de Belo Horizonte até o julgamento do processo. A medida foi motivada por denúncias de pacientes que relataram complicações graves após procedimentos estéticos, incluindo infecções, internações, danos permanentes e a morte de uma mulher no pós-operatório.
Segundo a ação, as investigações começaram após diversas pacientes procurarem a Defensoria para denunciar supostas irregularidades em cirurgias realizadas entre 2017 e 2024. Entre os casos citados está o de uma paciente que morreu após passar por procedimentos estéticos em abril de 2024.
A Defensoria também aponta que pacientes eram incentivadas a realizar várias cirurgias no mesmo procedimento, o que poderia aumentar os riscos durante e após as operações. Além disso, há relatos de falhas no atendimento pós-operatório, dificuldades para contato com o médico e ausência de informações claras sobre os riscos envolvidos.
Outro ponto levantado na ação diz respeito a supostas irregularidades sanitárias na clínica, como funcionamento sem alvará em determinados períodos, falhas na manutenção de equipamentos, ausência de protocolos de segurança e outras inconformidades apontadas em fiscalizações.
Além da suspensão do profissional, a Defensoria solicita que a Justiça determine o pagamento de indenização coletiva de, no mínimo, R$ 800 mil, além de reparações individuais às pacientes que comprovarem prejuízos.
A clínica e o médico foram procurados para se manifestar sobre as acusações. Até o momento da publicação da reportagem, não havia posicionamento. O espaço permanece aberto para manifestação.
Foto: Pixabay
Fonte: O TEMPO
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DEFENSORIA PEDE SUSPENSÃO IMEDIATA













