O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, contestou publicamente a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de R$ 119 milhões de suas contas bancárias. Em entrevista neste sábado, dia 11 de julho, o dirigente partidário negou categoricamente possuir esse montante em seu patrimônio pessoal e explicou que o Judiciário utilizou como base de cálculo o valor integral das emendas parlamentares que estão sob suspeita de irregularidade. Valdemar ressaltou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Ministério Público Federal se posicionaram contra medidas mais drásticas, o que evitou ações de busca e apreensão ou o recolhimento de seus aparelhos celulares pela Polícia Federal.
A restrição patrimonial é desdobramento de um inquérito da PF decorrente da “Operação Transparência”, deflagrada no fim de 2025. A investigação aponta que o dirigente, mesmo sem exercer mandato eletivo, teria operado um esquema oculto de direcionamento de verbas públicas federais. De acordo com a denúncia, ele utilizava servidores da Câmara dos Deputados para fraudar o sistema orçamentário, inserindo falsamente nomes de parlamentares reais como solicitantes de ao menos 21 emendas para dar aparência de legalidade aos repasses ministeriais. Em nota oficial, a defesa de Valdemar classificou a decisão do STF como frágil e subjetiva, argumentando que a articulação programática com as bancadas faz parte da atividade política legítima e que não há indícios de fraudes, desvios ou vantagens pessoais obtidas por ele.
Foto: Beto Barata
Fonte: Rádio Itatiaia
Valdemar contesta bloqueio milionário











