O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 2.009 denúncias de assédio eleitoral em 2026 até a tarde de segunda-feira (26). Somente em outubro, foram 1.190 registros, um aumento de 115,6% em relação a setembro, quando houve 552 denúncias.
São Paulo lidera o número de casos, com 350 registros, seguido por Minas Gerais, com 212, e Rio de Janeiro, com 169. Entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, o órgão recebeu 946 denúncias.
O assédio eleitoral acontece quando empregadores ou gestores tentam influenciar o voto dos trabalhadores por meio de ameaças, pressão ou promessas de vantagens. A prática pode incluir ameaças de demissão, redução salarial, exigência de participação em campanhas e constrangimentos em reuniões, além de mensagens por WhatsApp e redes sociais.
COMO DENUNCIAR
Trabalhadores que sofrerem esse tipo de pressão podem denunciar ao Ministério Público do Trabalho, inclusive de forma anônima ou com pedido de sigilo dos dados. Mensagens, e-mails, áudios, vídeos e testemunhos podem ajudar na apuração.
As denúncias podem ser feitas pelo site oficial do MPT ou pelo aplicativo Pardal MPT. Também é possível procurar sindicatos, a Justiça do Trabalho e o Ministério Público Eleitoral, conforme o caso.
A prática pode gerar responsabilização trabalhista e eleitoral, além de outras consequências, dependendo da gravidade e das circunstâncias.
DENÚNCIAS DE ASSÉDIO ELEITORAL DISPARAM; MINAS TEM 212 REGISTROS
Fonte: g1
Foto: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)















