Neste Dia do Médico, celebrado em 18 de outubro, a história do cooperativismo reforça a importância da união entre profissionais, instituições e comunidades para construir uma assistência à saúde mais humana, sustentável e acessível.
Em artigo publicado por O Tempo, Frederico Peret, diretor-presidente da Unimed-BH, destaca a trajetória do médico inglês William King (1786–1865), considerado um dos pioneiros do cooperativismo moderno. King defendia que o cuidado com a saúde vai além do consultório e também depende das condições de vida, do acesso a recursos essenciais e da organização da sociedade.
Entre 1828 e 1830, por meio do periódico The Co-operator, King difundiu ideias sobre a criação de cooperativas e a importância da colaboração para enfrentar desafios coletivos.
No Brasil, essa relação entre medicina e cooperativismo ganhou força em 1967, com a fundação da primeira cooperativa de trabalho médico do país, em Santos, no litoral paulista. A iniciativa deu origem ao Sistema Unimed, que se consolidou como uma referência do cooperativismo na área da saúde.
O artigo também destaca os desafios atuais do setor, especialmente diante dos avanços tecnológicos e do uso crescente da inteligência artificial na medicina. Embora essas ferramentas possam contribuir para diagnósticos e tratamentos, permanece a necessidade de preservar o cuidado humanizado, ampliar o acesso e garantir a sustentabilidade dos sistemas de saúde.
Para o autor, a cooperação continua sendo essencial para enfrentar essas questões e fortalecer o trabalho conjunto entre médicos, organizações e comunidades.
A reflexão reforça que, mesmo com as transformações da ciência e da tecnologia, a essência da medicina permanece no cuidado com as pessoas.
NO FUTURO DA SAÚDE, COOPERAR TAMBÉM É CUIDAR
Fonte: O Tempo — Frederico Peret, diretor-presidente da Unimed-BH
Foto: iStock














