Uma diretora de escola municipal de Caxambu, no Sul de Minas, é investigada após uma denúncia de que teria obrigado um aluno de 10 anos a ingerir a própria urina dentro da unidade de ensino.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o episódio teria acontecido na Escola Municipal Padre Correia de Almeida. A denúncia aponta que o menino teria colocado urina em uma garrafa de água pertencente a uma colega após um desentendimento entre os dois. Uma professora de apoio teria impedido que a menina bebesse o conteúdo.
Depois do episódio, o garoto teria sido levado à direção. Conforme o relato encaminhado à Promotoria, a diretora teria determinado que ele bebesse a própria urina na presença de outras duas servidoras. A ordem teria sido repetida duas vezes e, segundo a denúncia, a criança teria obedecido.
O caso chegou à rede de proteção à criança e ao adolescente, que adotou as medidas previstas para situações de suspeita de violência. O menino passou por escuta especializada, conforme estabelece a legislação brasileira para a proteção de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.
Servidoras foram afastadas
De acordo com o MPMG, a Secretaria Municipal de Educação foi acionada para informar quais providências administrativas foram adotadas. A diretora e as demais servidoras que teriam presenciado o episódio foram afastadas imediatamente, e um processo administrativo foi aberto para apurar o caso.
O Ministério Público também encaminhou o procedimento à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que deverá investigar a possível prática de maus-tratos, crime previsto no artigo 136 do Código Penal.
A investigação deverá ouvir envolvidos e testemunhas e realizar outras diligências para esclarecer o que aconteceu. Até o momento, a denúncia não representa uma conclusão sobre a responsabilidade criminal das investigadas, que ainda será apurada pelas autoridades.
O MPMG informou que continuará acompanhando as medidas administrativas, protetivas e investigativas relacionadas ao caso.
A Polícia Civil e a Prefeitura de Caxambu foram procuradas pela reportagem e, conforme O TEMPO, os posicionamentos ainda não haviam sido apresentados.
Fonte: O TEMPO / MPMG
Foto: Reprodução/Google Street View














