Minas Gerais registrou 253 transplantes de órgãos nos primeiros meses de 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. O rim é o órgão mais transplantado no estado, com 182 procedimentos realizados até 17 de abril deste ano. Apesar dos avanços, a demanda ainda supera a oferta. Ao todo, 4.448 pessoas aguardam por transplante de órgãos em Minas Gerais, a segunda maior fila do país, atrás apenas de São Paulo. Do total, 4.220 pacientes esperam por um rim.
Decisões simples, como conversar com a família, podem salvar vidas na hora do transplante. O tema é abordado no Rolê nas Gerais deste sábado, na TV Globo em Minas. O programa conta histórias de pessoas que se destacaram em situações diversas e, depois, viralizaram na internet.
A Ana Luiza, por exemplo, apareceu na transmissão da Globo, durante uma partida do Campeonato Mineiro deste ano, com um cartaz que chamava a atenção para a importância da doação de órgãos. Ela recebeu um novo coração após um transplante, em 2024. Segundo Omar Lopes Cançado Júnior, diretor do MG Transplantes, “um único doador pode salvar oito vidas ou mais, se considerarmos tecidos como ossos, pele, tendões, córneas, entre outros”.
A pedido do g1 Minas, o diretor do MG Transplantes preparou um material sobre o que é mito e o que é fato sobre doação de órgãos:
Mito 1: É preciso deixar tudo registrado em cartório para ser doador
Verdade: Não é necessário deixar nenhum documento por escrito informando o desejo de ser doador. Segundo o MG Transplantes, quem autoriza a doação após a morte são os familiares de até segundo grau, e a decisão é tomada no momento da confirmação da morte encefálica. Por isso, conversar com a família é fundamental.
Mito 2: O atendimento médico muda se a pessoa disser que é doadora
Verdade: O processo de doação só começa após o diagnóstico de morte encefálica, que segue critérios rigorosos e é confirmado por médicos independentes. As equipes que tentam salvar a vida do paciente não são as mesmas envolvidas na captação de órgãos, conforme protocolos do Sistema Nacional de Transplantes.
Mito 3: Quem morre mais velho não pode doar órgãos
Verdade: Não existe idade máxima para ser doador. O que determina a possibilidade de doação é a avaliação clínica dos órgãos, feita no momento da morte. Minas Gerais registra doações de pessoas idosas, principalmente de córneas e rins.
Mito 4: A família não pode mais velar o corpo
Verdade: A retirada dos órgãos é feita com técnicas cirúrgicas e não impede o velório nem o sepultamento, inclusive em caixão aberto. Esse é um dos esclarecimentos mais frequentes feitos pelas equipes do MG Transplantes durante a abordagem familiar.
Mito 5: Existe comércio de órgãos
Verdade: A compra e venda de órgãos é crime no Brasil. Todo o processo é 100% regulado pelo SUS e fiscalizado pelo Ministério da Saúde e pelas centrais estaduais de transplantes, como o MG Transplantes, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).
Serviço
Quem quiser mais informações sobre doação de órgãos pode procurar o MG Transplantes, pelo telefone 0800 283 7183, ou acessar o site da Fhemig.
Crédito da foto: TV Globo/Reprodução
Fonte: g1 MG, via g1.globo.com
Data: 25 de abril de 2026, às 05:00.

















