É mais fácil perdoar o outro ou a si? Especialistas explicam as dificuldades da autocompaixão

Por Dentro De Tudo:

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Perdoar a si mesmo pode ser uma tarefa difícil, mesmo que perdoar os outros pareça mais simples. Especialistas explicam que, ao perdoar os outros, é possível separar as ações da pessoa do que ela é, enquanto ao se perdoar, é comum associar o erro à identidade pessoal, o que gera uma sensação de inadequação e autocrítica excessiva.

A cultura atual, que valoriza a perfeição e o sucesso, muitas vezes transforma os erros em algo condenável. A psicóloga Jaqueline Maia destaca que, ao invés de aprender com os erros, a autocrítica pode ser vista como a única forma de crescer, mas o verdadeiro crescimento vem do processo de aprendizado. Além disso, a dificuldade de se perdoar está ligada à tendência humana de evitar desconfortos emocionais, o que ativa o sistema de defesa e causa estresse.

Outro fator que dificulta o autoperdão é a crença de que a autocompaixão é um sinal de fraqueza. Muitas pessoas acreditam que, ao serem gentis consigo mesmas, estão minimizando seus erros. Contudo, a autocompaixão — que envolve tratar-se com bondade, reconhecer que todos erram e prestar atenção plena às próprias emoções — é fundamental para o autoperdão, permitindo que a pessoa aprenda com suas falhas e se liberte da culpa.

Praticar o autoperdão e a autocompaixão requer paciência e prática, mas pode ser libertador, trazendo benefícios como coragem, amor-próprio e uma vida mais leve.

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