A enxaqueca é uma das principais causas de busca por atendimento médico no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas sofrem com essa condição, que pode afetar desde crianças até adultos de diferentes faixas etárias.
Entre os pacientes de 5 a 19 anos, a enxaqueca é a principal queixa nos consultórios médicos. Já entre os adultos de 20 a 59 anos, é o segundo motivo mais comum para atendimento. Diante da alta prevalência, surgem muitas informações contraditórias sobre suas causas e tratamentos.
Um especialista em neurologia esclareceu alguns dos mitos e verdades mais comuns sobre a enxaqueca:
• Enxaqueca é apenas uma dor de cabeça? Não. Embora seja um tipo de dor de cabeça, ela tem características específicas, exigindo acompanhamento médico contínuo.
• A enxaqueca tem origem no fígado? Mito. Os sintomas, como náuseas e vômitos, estão relacionados ao cérebro.
• Analgésicos curam a enxaqueca? Mito. Eles podem aliviar a dor, mas não tratam a causa da enxaqueca.
• Exames de imagem são necessários para o diagnóstico? Não necessariamente. O diagnóstico é feito, principalmente, com base nos sintomas relatados pelo paciente.
• Atividade física pode prevenir crises? Sim. Exercícios regulares ajudam a reduzir a frequência e intensidade das crises.
• Alimentos como chocolate, vinho e café sempre pioram a enxaqueca? Depende. Algumas pessoas são mais sensíveis a esses alimentos do que outras.
• A enxaqueca é mais comum em mulheres? Sim. Elas são mais afetadas devido a fatores hormonais.
• A gestação elimina a enxaqueca? Depende. Algumas mulheres apresentam melhora, enquanto outras mantêm ou pioram as crises.
• A enxaqueca é hereditária? Pode ser. O histórico familiar influencia no risco de desenvolver a condição.
• Beber água cura a crise de enxaqueca? Mito. A hidratação pode ajudar na prevenção, mas não é um tratamento direto.
• A enxaqueca não tem cura, mas tem tratamento? Verdade. Com acompanhamento adequado, é possível ter qualidade de vida.
• Quem tem enxaqueca não pode se expor ao sol? Mito. A sensibilidade à luz pode ser maior, mas não significa que a exposição ao sol deve ser evitada totalmente.
Com informações corretas e tratamento adequado, é possível conviver melhor com a enxaqueca e reduzir seus impactos no dia a dia.
Crédito da foto: Freepik (imagem ilustrativa)
Fonte: O Tempo
















