Estalagmite de gruta em Sete Lagoas revela aquecimento acelerado do clima

Por Dentro De Tudo:

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Uma estalagmite encontrada na Gruta Rei do Mato, em Sete Lagoas, ajudou pesquisadores a reconstruir milhares de anos da história climática da América do Sul e revelou um alerta sobre a velocidade do aquecimento atual.

O estudo, publicado na revista científica Nature Communications, analisou a formação conhecida como REI 7-2, encontrada quebrada no chão da caverna. Suas camadas preservaram registros climáticos de um período entre aproximadamente 22,5 mil e 9,3 mil anos atrás.

Pesquisadores analisaram mais de 850 pequenas inclusões de água preservadas na estalagmite. Os dados indicam que, entre o auge da última era glacial e o início do atual período geológico, a temperatura na região da caverna aumentou cerca de 5,8°C.

Um dos períodos mais marcantes ocorreu há cerca de 13 mil anos, quando a temperatura subiu 1,4°C em aproximadamente dois séculos. Mesmo assim, segundo os pesquisadores, esse aquecimento natural foi mais lento do que o observado atualmente.

Desde 1980, a região de Sete Lagoas vem registrando aquecimento de aproximadamente 0,32°C por década, enquanto a maior velocidade de aquecimento natural identificada no registro da estalagmite foi de cerca de 0,12°C por década.

Os pesquisadores relacionam o ritmo atual ao aumento da concentração de gases de efeito estufa, especialmente o dióxido de carbono (CO₂), na atmosfera.

Além da importância científica, a pesquisa chama atenção para o patrimônio natural de Sete Lagoas. A Gruta Rei do Mato é uma das principais atrações turísticas do município e possui formações consideradas raras, como as chamadas Torres Gêmeas, além de estruturas que lembram animais.

A pesquisa foi liderada pela cientista Angela Ampuero e contou com pesquisadores de diferentes países, incluindo participação do professor Luiz Eduardo Panisset Travassos, da PUC Minas.

Fonte: O Tempo
Foto: @antoniojressencial

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