Comerciantes de estabelecimentos de Copacabana, no Rio de Janeiro, confirmaram à Polícia Civil que pagavam pela atuação de dois seguranças suspeitos de envolvimento no linchamento que matou Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos.
O caso aconteceu em agosto e levantou questionamentos sobre a atuação de profissionais de segurança privada sem autorização na Zona Sul do Rio. Segundo a investigação, Cláudio foi falsamente acusado de ter roubado uma bicicleta que pertencia à própria irmã.
As agressões teriam começado após a acusação e envolvido os dois homens que trabalhavam como seguranças na região. Dois entregadores de aplicativo também estão presos sob suspeita de participação no espancamento.
A Polícia Civil investiga agora como funcionava a contratação desses seguranças e qual era o vínculo deles com os estabelecimentos comerciais da rua Barata Ribeiro. Os responsáveis por um bar, um restaurante e uma farmácia prestaram depoimento.
Segundo a investigação, no bar teria sido buscado um porrete utilizado contra a vítima. O filho do proprietário também é investigado por uma possível omissão de socorro.
Entidades do setor de segurança privada defendem maior fiscalização contra a atuação clandestina. A Polícia Federal é responsável pela autorização e fiscalização das empresas de segurança privada no país.
O caso segue sob investigação, e eventuais responsabilidades dos comerciantes e de outras pessoas ainda serão apuradas.
Fonte: O Tempo/Folhapress
Foto: Reprodução/Redes sociais














