Mulheres diagnosticadas com a Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), novo nome da antiga Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), podem ter um risco até quatro vezes maior de desenvolver doenças cardiovasculares graves, como infarto, AVC e doença arterial periférica. A conclusão é de um estudo publicado na revista científica The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women’s Health.
A pesquisa analisou dados de mais de 400 mil mulheres, entre 18 e 50 anos, e constatou que o risco elevado permanece mesmo após considerar fatores como diabetes, obesidade, hipertensão e colesterol alto. Segundo os pesquisadores, a própria síndrome parece contribuir de forma independente para o aumento do risco cardiovascular.
A SOMP é uma das alterações hormonais mais frequentes em mulheres em idade reprodutiva. Além de provocar irregularidade menstrual, acne, aumento de pelos e dificuldade para engravidar, a condição também está associada à resistência à insulina e a alterações metabólicas.
Especialistas destacam que o estudo reforça a necessidade de acompanhamento cardiovascular desde o diagnóstico da síndrome, já que as doenças do coração continuam sendo a principal causa de morte entre mulheres no Brasil.
Os autores defendem maior conscientização sobre a doença e a adoção de hábitos saudáveis, além de um monitoramento médico mais próximo para reduzir o risco de complicações futuras.
Foto: Divulgação
Fonte: g1 / The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women’s Health
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