Embora cada vez mais discutido, o etarismo — preconceito baseado na idade — continua sendo uma realidade enfrentada por muitos profissionais no mercado de trabalho brasileiro. De forma muitas vezes silenciosa, a discriminação etária pode dificultar contratações, promoções e até a permanência de trabalhadores experientes em seus empregos.
Especialistas em Direito do Trabalho alertam que o problema raramente se manifesta de maneira explícita. Em muitos casos, fatores como suposta dificuldade de adaptação às novas tecnologias, resistência a mudanças ou estereótipos relacionados à idade acabam influenciando decisões corporativas, mesmo quando profissionais mais velhos apresentam qualificação igual ou superior à de candidatos mais jovens.
Nos últimos anos, a Justiça do Trabalho tem ampliado o reconhecimento do etarismo como uma forma de discriminação, exigindo das empresas critérios mais transparentes e objetivos para processos de contratação, avaliação de desempenho e desligamentos.
A discussão também tem mobilizado sindicatos, entidades de defesa dos trabalhadores e especialistas, que defendem políticas voltadas à inclusão e à valorização da experiência profissional. Medidas como programas de capacitação contínua, planos de carreira estruturados e avaliações baseadas em resultados são apontadas como ferramentas importantes para combater o preconceito etário.
Além disso, especialistas destacam que a conscientização, a educação e a fiscalização são fundamentais para transformar a cultura organizacional e garantir igualdade de oportunidades. Empresas que investem em diversidade geracional e ambientes inclusivos tendem a registrar melhores índices de retenção de talentos e produtividade.
O desafio, segundo estudiosos do tema, é avançar não apenas na legislação, mas também na mudança de mentalidade da sociedade. O objetivo é assegurar que profissionais possam desenvolver suas carreiras com dignidade e respeito, independentemente da idade.
Foto: Gazeta do Povo
Fonte: Gazeta do Povo
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