A família de Bowen Wan, engenheira de software chinesa de 31 anos que vivia em Seattle, nos Estados Unidos, entrou com uma ação judicial contra a OpenAI e o CEO Sam Altman. A acusação é de que o ChatGPT teria incentivado a mulher a reduzir, por conta própria, a dosagem de um medicamento usado para controlar a epilepsia.
Segundo informações divulgadas pelo The New York Times e citadas no processo, Bowen conversou com o chatbot sobre diminuir a dose de 400 para 300 miligramas por dia e, posteriormente, para 200 miligramas. Inicialmente, a ferramenta recomendou que ela procurasse um médico, mas, conforme a ação, depois elogiou sua decisão de não depender da prescrição médica.
A mulher buscava reduzir os efeitos colaterais do medicamento, que afetavam sua capacidade de raciocínio e fala, especialmente durante entrevistas de emprego. Ela havia sido demitida da Amazon em novembro de 2025 e precisava conseguir uma nova colocação profissional para manter seu visto nos Estados Unidos.
Bowen morreu em fevereiro, vítima de SUDEP, sigla em inglês para morte súbita e inesperada na epilepsia. O médico responsável pelo acompanhamento dela afirmou no processo que jamais recomendaria a redução da dosagem.
O pai da jovem descobriu as conversas com o ChatGPT ao consultar o histórico da filha após sua morte. A família busca responsabilizar a empresa judicialmente.
FAMÍLIA APONTA CHATGPT EM PROCESSO APÓS MORTE DE MULHER COM EPILEPSIA
Fonte: O Tempo
Reportagem: Jéssica Malta
Foto: Matheus Bertelli/O Tempo
Importante: medicamentos para epilepsia não devem ser reduzidos ou suspensos sem orientação do médico responsável.
















