A confirmação de quatro casos de Febre do Nilo Ocidental em São Paulo e Santa Catarina, incluindo a morte de uma idosa de 77 anos, voltou a chamar a atenção para uma doença ainda pouco conhecida no Brasil. Um quinto caso está sendo investigado no Piauí.
Especialistas, porém, afirmam que os registros atuais não significam que o país esteja diante de uma epidemia. Ao mesmo tempo, a presença do vírus em diferentes regiões e biomas reforça a necessidade de ampliar a vigilância.
A doença é transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex. Entre os sintomas estão febre, cansaço, dor de cabeça, dores musculares e fraqueza. Na maioria dos casos, a infecção não provoca sintomas.
A forma mais grave é a neurológica, que pode causar meningite, encefalite ou paralisia aguda. Confusão mental, convulsões, alteração da consciência ou fraqueza muscular repentina são sinais de alerta para procurar atendimento médico imediatamente.
Segundo especialistas, idosos e pessoas imunossuprimidas apresentam maior risco de desenvolver quadros graves. Apesar de não existir vacina aprovada para humanos, medidas como eliminar água parada, usar repelente, instalar telas e evitar exposição aos mosquitos ajudam na prevenção.
Entre 2014 e 2025, o Brasil havia registrado 13 casos humanos confirmados, incluindo um em Minas Gerais. Os especialistas ressaltam que o aumento recente também pode estar relacionado à melhoria da capacidade de diagnóstico e vigilância.
Fonte da matéria: O TEMPO
Fonte da foto: Reprodução/Wikipedia
FEBRE DO NILO: CASOS E MORTE ACENDEM ALERTA NO BRASIL













