Febre maculosa causou quatro mortes em sete meses no interior de São Paulo, com três das vítimas sendo crianças, duas em Araras e uma em Leme. Em Araras, a prefeitura iniciou um treinamento especial com profissionais da saúde e hospitais locais para agilizar a identificação da doença no atendimento inicial. O município investiga 25 casos suspeitos da doença.
A doença infecciosa é transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado e, para a qual não há vacina. As mortes registradas neste ano ocorreram em Araras (um menino de 8 anos e uma menina de 9 anos, morreram em 14 e 20 de janeiro, respectivamente), Pirassununga (um idoso de 83 anos, morreu em 18 de maio) e Leme (uma menina de 9 anos, morreu em 18 de junho). Santa Rita do Passa Quatro (2 casos suspeitos), Porto Ferreira (2) e São José do Rio Pardo (1) também investigam casos.
Entre os desafios do diagnóstico precoce está o agravamento rápido da doença, pois seus sintomas iniciais — febre alta, fortes dores no corpo, dor abdominal e manchas avermelhadas — são parecidos com outras enfermidades comuns, como dengue, levando, muitas vezes, a tratamento inadequado. Embora seja uma doença agressiva, o tratamento é relativamente simples quando iniciado na primeira semana, com antibióticos; a ausência do medicamento correto pode ser fatal.
Diante do quadro, a Prefeitura de Araras realizou um mapeamento de áreas de risco e instalou placas de aviso. Entre os pontos críticos estão o Parque Ecológico, o Córrego Andrezinho, a Avenida Dona Renata (que registra passagem de capivaras) e áreas com cavalos soltos, bem como condomínios fechados com mata e lagos. O contágio pode ocorrer em qualquer fase da vida do carrapato, desde o estágio de micuim até o adulto; para a transmissão da bactéria, o carrapato precisa ficar preso à pele por cerca de quatro horas.
A recomendação básica para quem frequenta áreas de mata ou vegetação alta é vestir roupas claras para facilitar a visualização do parasita, além de verificar o corpo e os animais de estimação logo após o passeio. Caso haja febre e dores no corpo em até dois dias após visitar esses locais, a orientação é procurar uma unidade de saúde imediatamente e informar ao médico que houve circulação em área de risco.
Crédito da foto: Reprodução/EPTV
Fonte: G1, reportagem publicada em 14 de julho de 2026
Observação: Texto reescrito a partir da matéria original publicada pelo G1, citando as informações, datas e locais mencionados na reportagens. A foto citada pertence à reprodução/EPTV.











