Um projeto de R$ 27 milhões foi lançado para aprofundar os estudos sobre a degradação ambiental da Lagoa da Pampulha e definir estratégias para sua revitalização. A iniciativa, chamada Missão Pampulha, é resultado de um convênio entre o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Com duração prevista de três anos, o projeto reunirá uma equipe multidisciplinar de pesquisadores para realizar o monitoramento da qualidade da água, análises de sedimentos, estudos da biodiversidade, medição de gases e odores, além do mapeamento da bacia hidrográfica e da elaboração de cenários para enfrentar os impactos da urbanização e das mudanças climáticas.
A iniciativa integra um plano de trabalho desenvolvido em parceria com o Governo de Minas, as prefeituras de Belo Horizonte e Contagem e a Copasa. O objetivo é fortalecer a gestão ambiental da bacia, identificar as principais causas da poluição e criar diretrizes técnicas para orientar futuras ações de recuperação da Lagoa da Pampulha.
Ao final dos estudos, será criado um banco de dados aberto com todas as informações levantadas, que servirá de base para políticas públicas e projetos de revitalização. Em 2026, a Lagoa da Pampulha completa dez anos do reconhecimento como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.
Foto: Flavio Tavares / O TEMPO
Fonte: O TEMPO
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