Os casos de violência registrados nas últimas horas em Belo Horizonte reforçam um cenário preocupante em Minas Gerais, onde o feminicídio continua fazendo vítimas de forma recorrente. Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que, entre janeiro e maio deste ano, foram contabilizados 148 casos de feminicídio consumado e tentado, praticamente o mesmo número registrado no mesmo período de 2025.
Segundo o levantamento, 63 mulheres foram assassinadas por razões de gênero nos cinco primeiros meses do ano, enquanto 85 vítimas sobreviveram às tentativas de feminicídio. Os números representam uma média de quase 13 mulheres mortas por mês no estado.
Além dos feminicídios, a violência contra a mulher segue em crescimento. Entre janeiro e maio, 70.036 mulheres procuraram as autoridades após sofrerem algum tipo de violência, como ameaças, agressões físicas, violência psicológica, perseguição e lesão corporal, um aumento em relação ao mesmo período do ano passado.
Especialistas alertam que o feminicídio costuma ser o desfecho de um ciclo contínuo de violência doméstica, marcado por ameaças, agressões, controle e comportamento possessivo. Também defendem o fortalecimento das políticas públicas de proteção, da rede de acolhimento às vítimas e das delegacias especializadas.
Os dados ganham ainda mais relevância diante da sequência de casos registrados recentemente na capital mineira, incluindo a morte da capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, a investigação da morte de Stifanie Ribeiro Firmino Silva e a tentativa de feminicídio contra uma mulher que foi arremessada do terceiro andar de um prédio pelo companheiro.
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 180, que funciona de forma gratuita e sigilosa em todo o país.
Foto: Imagem ilustrativa/Envato Elements
Fonte: O TEMPO
Instagram: —
FEMINICÍDIOS SEGUEM EM ALTA














