Entidades da indústria, do comércio, de bares e restaurantes e da construção civil alertam para possíveis aumentos de preços e custos de produção com o fim da escala de trabalho 6×1. As manifestações ocorreram após o Senado aprovar, nesta quarta-feira (14), a proposta que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a mudança pode elevar os custos de produção em R$ 267,2 bilhões e provocar aumento médio de 6,2% nos preços ao consumidor. Segundo a entidade, o impacto também poderia representar uma queda de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 76,9 bilhões.
Entre os produtos que poderiam ficar mais caros, a estimativa da CNI aponta alta média de 6% para industrializados, de até 6,6% para roupas e calçados e de 5,7% para compras de supermercado.
Em Minas Gerais, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) alerta para possíveis efeitos sobre a competitividade das empresas e a manutenção de empregos formais. A entidade defende que as particularidades de cada setor sejam consideradas na organização das jornadas.
No setor de bares e restaurantes, a Abrasel estima que seriam necessários mais três milhões de trabalhadores para manter a oferta atual de serviços diante da redução da jornada. Já na construção civil, entidades apontam riscos de atrasos em obras e aumento dos custos. A Abrainc estima que os imóveis podem ficar 5,5% mais caros.
A PEC foi aprovada pelo Senado por 75 votos a um, nos dois turnos, e segue para promulgação. A proposta prevê uma transição gradual para a jornada de 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e sem redução salarial.
As projeções de aumento de preços e impactos econômicos são estimativas apresentadas pelas entidades e não representam efeitos já confirmados.
FIM DA ESCALA 6X1: ENTIDADES ALERTAM PARA ALTA DE PREÇOS
Fonte: CNN Brasil
Texto: CNN Brasil
Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG













