Uma forte massa de ar polar deve avançar sobre o Brasil a partir do próximo fim de semana e tem potencial para provocar a maior queda de temperatura do ano até o momento em diversas regiões. A previsão é de que o ar gelado comece a invadir o país a partir de sexta-feira, pelo extremo sul, e ganhe força no sábado e no domingo, espalhando-se rapidamente por estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com reflexos até no oeste da Amazônia. Segundo os meteorologistas, as madrugadas mais geladas devem ficar entre o domingo e a terça-feira. Nos três estados da Região Sul, as temperaturas mínimas devem variar entre 0°C e 5°C em muitos municípios, com possibilidade de marcas negativas em diversas localidades. Em áreas de maior altitude, há expectativa de termômetros chegando a -5°C, segundo a MetSul Meteorologia. A geada também deve ser ampla e pode ser a mais abrangente registrada no ano até o momento, com potencial para causar danos à agricultura.
Veja a previsão de temperatura mínima em algumas capitais, segundo a Climatempo:
Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, perto de 9°C no domingo; Curitiba, no Paraná, mínima de 6°C na segunda-feira; Florianópolis, em Santa Catarina, próximas de 11°C entre domingo e segunda; São Paulo, em São Paulo, 11°C na segunda e cerca de 10°C na terça; Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro, queda para perto de 20°C na segunda-feira; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, mínima de 9°C no domingo; Brasília, no Distrito Federal, mínimas em torno de 18°C ao longo da semana; Rio Branco, no Acre, 21°C na segunda, com efeito da friagem.
Nas capitais do Sul, a mudança será sentida com força. Em Porto Alegre, a previsão aponta mínimas perto de 9°C no domingo, com tendência de queda nos dias seguintes. Em Curitiba, os termômetros podem cair para 6°C na segunda-feira, após uma sexta com chuva e temporais no fim do dia. Em Florianópolis, as mínimas devem ficar próximas de 11°C entre domingo e segunda. Antes do frio, sexta e sábado ainda devem ter chuva forte em parte da região, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, com volumes elevados em alguns pontos.
O frio intenso também deve influenciar o Sudeste. Em São Paulo, há previsão de queda acentuada nos termômetros a partir de domingo, com mínima de 11°C na segunda e em torno de 10°C na terça. No Rio de Janeiro, a baixa também deve ser sentida: depois de máximas de 32°C no sábado, a temperatura desaba para algo próximo de 20°C na segunda-feira. Em Belo Horizonte, o tempo segue com sol e muitas nuvens ao longo da semana, sem grandes mudanças até a chegada do ar frio, e em Vitória há previsão de pancadas de chuva entre sexta e segunda.
No Centro-Oeste, a chegada do ar polar também deve repercutir. Em Campo Grande, há previsão de chuva e trovoadas entre sexta e domingo, e a mínima pode chegar a 9°C no domingo, com sensação ainda mais baixa por causa do vento. Cuiabá deve ter máximas mais altas no início, perto de 35°C na sexta, mas a temperatura tende a recuar nos dias seguintes. Em Brasília, o tempo segue estável, com sol entre nuvens e máximas em torno de 27°C.
No Norte do país, a previsão é de chuva em parte da região e de alguma influência do ar frio em áreas mais ao sul da Amazônia. Rio Branco deve ter pancadas com trovoadas entre sexta e domingo, e a mínima pode cair para 21°C na segunda-feira. O fenômeno conhecido como friagem, comum em meses de transição como maio, costuma derrubar os termômetros no oeste da Amazônia quando massas polares conseguem cruzar o continente sem perder muita força. A previsão é de que o ar frio mantenha forte atuação sobre boa parte do país até terça-feira, com possibilidade de novos recordes de menor temperatura no ano em diversas cidades.
Indicadores sobre o clima estão em alerta vermelho.
Depois da passagem dessa frente fria, o mês de maio deve seguir com características típicas do outono e com um padrão mais persistente de tempo seco no interior do país. A tendência é de predomínio de sol na maioria do Sudeste e do Centro-Oeste, com poucas oportunidades de chuva ao longo das semanas. Esse comportamento ocorre por causa da atuação frequente de áreas de alta pressão, que funcionam como um bloqueio e dificultam a chegada de novas frentes frias ao interior. Na prática, isso significa dias seguidos com céu aberto, grande amplitude térmica e queda mais acentuada da umidade do ar, especialmente durante as tardes.
Segundo a Climatempo, em cidades do interior de São Paulo, de Minas Gerais, em áreas de Goiás e do Distrito Federal, a umidade pode ficar abaixo dos 30% nos períodos mais quentes do dia, com temperaturas que seguem elevadas para maio, muitas vezes entre 28°C e 32°C. No entanto, as noites e madrugadas tendem a ficar mais frescas, com mínimas entre 14°C e 18°C, principalmente em áreas mais altas.
No Sul, o mês ainda terá passagem de novas frentes frias, mantendo a alternância entre períodos de chuva e entradas de ar frio. Em Porto Alegre e Curitiba, as temperaturas devem oscilar mais ao longo das semanas, com dias mais amenos e outros com frio mais intenso, incluindo mínimas abaixo de 10°C em alguns momentos. No Sudeste, as frentes frias chegam mais enfraquecidas, o que limita a duração das quedas de temperatura, com mudanças rápidas e poucos dias mais frios intercalados por períodos mais quentes e secos. No Norte e no Nordeste, o padrão segue diferente: a faixa mais ao norte continua com alta umidade e chuva frequente, principalmente no Maranhão, Pará, Amapá e norte do Ceará. Nessas áreas, as temperaturas permanecem elevadas, geralmente entre 29°C e 32°C, com sensação de abafamento.
Este texto cita a previsão publicada pela fonte originalmente veiculada pelo G1, com referência à reportagem de 4 de maio de 2026. Crédito da foto: Mauro Fanha/FotoArena/FotoArena/Estadão Conteúdo. Fonte: G1.

















