Uma foto logo antes do acidente com uma aeronave no aeroporto da Pampulha mostra que o trem de pouso não estava baixado, como era de se esperar àquela altura do voo.
De acordo com Sérgio Luís Mourão, piloto e especialista em segurança de voo pelo ITA, as imagens confirmam a informação da foto: “O avião aparentemente estava sem o trem de pouso baixado”, disse ele.
“Consegui ver a biruta do aeroporto no detalhe, ela fica localizada no pátio sul, até este ponto não se consegue ver o trem de pouso”, acrescentou o especialista após ver o vídeo.
Ainda não há informações sobre as circunstâncias que fizeram o avião não ter conseguido parar a tempo. Mas, a princípio, segundo os bombeiros, o trem de pouso da aeronave não abriu.
A Infraero disse que a aeronave estava fazendo um “voo de teste” quando saiu da pista após o pouso.
O voo de teste é um procedimento corriqueiro. De tempos em tempos, as aeronaves saem do hangar no aeroporto, onde fazem manutenção, e fazem o voo de teste. Decolam lá do aeroporto mesmo, fazem a avaliação no ar, e descem.
De acordo com o comandante do Batalhão de Operações Aéreas do Corpo de Bombeiros, Major Fábio Alves Dias, a forma como o avião bateu na árvore contribuiu para que as vítimas ficassem presas às ferragens.
“A posição que o avião ficou, colidiu de frente, então a fuselagem veio para a frente. O painel veio para cima dos pilotos e os bancos chegaram mais próximo do painel, o que fez com que ficassem presos às ferragens e fuselagem”.
Ainda de acordo com major Fábio, a aeronave é do Rio de Janeiro, estava fazendo manutenção em BH. Não se sabe se estava fazendo alguns testes pós-manutenção ou se era treinamento no momento do acidente.

Aeronave minutos antes de cair, segundo uma testemunha. — Foto: Marcelo Ernesto / Arquivo pessoal
Segundo a Infraero, a ocorrência será investigada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que poderá dar mais detalhes sobre o caso.
O Cenipa disse que investigadores já foram acionados para coletar dados da ocorrência e que a “conclusão das investigações terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade”. O centro de investigação não forneceu outros detalhes.















