‘Free flow’: modelo de pedágios proposto por zema para a MG-424 e MG-010 é ‘quase novidade’ em minas

Por Dentro De Tudo:

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O modelo de pedágio eletrônico free flow, sugerido pela equipe do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para as rodovias da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), é uma tendência que chega ao estado com certo atraso. Embora seja comum na Europa, a implementação desse sistema no Brasil começou apenas em 2023, com a instalação dos primeiros pórticos na BR-101, também conhecida como Rio-Santos.

O sistema, que já opera em Minas Gerais na rodovia MG-459, em Monte Sião, no Sul do estado, não exige que os motoristas parem nas praças de pedágio, aumentando a fluidez do tráfego. O pórtico localizado no quilômetro 12,7 da MG-459, administrada pela EPR Sul de Minas, detecta eletronicamente os veículos e registra o pagamento sem necessidade de cancelas.

De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o pedágio eletrônico oferece diversos benefícios, como maior segurança, modernização das rodovias e a melhoria na recuperação das estradas. A proposta de Zema também visa beneficiar motoristas frequentes, com descontos progressivos nas tarifas de pedágio. Um exemplo de tarifa projetada para o pórtico da MG-010, entre Belo Horizonte e Vespasiano, mostra uma redução no valor pago conforme o número de passagens do mesmo veículo. Por exemplo, ao pagar a décima passagem, o valor cobrado será inferior ao da primeira, e assim por diante.

Apesar dos benefícios previstos, a introdução do modelo tem gerado protestos. Parlamentares estaduais, vereadores da região metropolitana e motoristas de aplicativos, especialmente os que atuam em áreas como o Aeroporto de Confins, questionam a implementação da cobrança, argumentando que os descontos para motoristas frequentes não justificam a instalação dos pedágios.

A expectativa é que o modelo free flow seja expandido para outras rodovias do estado, incluindo o Vetor Norte, que engloba mais de 120 quilômetros de estradas. A cobrança será automática, e os motoristas terão 30 dias para regularizar o pagamento caso não utilizem métodos automáticos.

Foto: EPR Sul de Minas/Divulgação

Fonte: Guilherme Peixoto, Exame.com

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