Um atendente de necrotério foi preso suspeito de utilizar o celular de um homem morto para transferir R$ 7 mil via Pix para a própria conta bancária, em Santos, no litoral de São Paulo. A prisão foi realizada pela Corregedoria da Polícia Civil após investigação que apontou o envolvimento do funcionário no caso.
A vítima morreu em um acidente de motocicleta ocorrido na madrugada de 15 de maio, após perder o controle da direção e colidir contra um poste. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde permaneceu sob os cuidados da unidade.
A suspeita surgiu quando a viúva da vítima decidiu encerrar a conta bancária do marido e identificou uma transferência realizada horas depois da morte. Ao verificar os dados do destinatário, ela descobriu que o beneficiário era um funcionário do IML e procurou a Polícia Civil.
Segundo a investigação, o Pix de R$ 7 mil foi efetuado às 6h49, quando a vítima já havia falecido. A família também relatou estranheza ao receber o celular do motociclista danificado e notar a ausência de registros recentes de mensagens e arquivos no aparelho.
Diante das evidências, a Corregedoria cumpriu mandado de prisão preventiva contra o suspeito. O caso é investigado por possíveis crimes de peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios.
A Superintendência da Polícia Técnico-Científica informou que acompanha as apurações e reforçou que não tolera desvios de conduta, adotando medidas administrativas e disciplinares sempre que irregularidades são constatadas.
Foto: Reprodução e Raimundo Rosa/Prefeitura de Santos
Fonte: G1 / TV Tribuna
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PIX FEITO APÓS MORTE

















