O Brasil tem cerca de 2 milhões de pessoas que gaguejam de forma crônica, segundo estimativa do IBGE citada pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia. Nesta quinta-feira (22), Dia Internacional de Atenção à Gagueira, a data chama a atenção para a importância da informação, do acolhimento e do combate ao preconceito.
A gagueira é um distúrbio da fluência da fala que pode provocar repetições de sons e sílabas, prolongamentos e bloqueios durante a comunicação. Geralmente, os primeiros sinais aparecem entre os 2 e os 5 anos de idade.
GAGUEIRA NÃO TEM RELAÇÃO COM INTELIGÊNCIA
Ao contrário do que muitos acreditam, a gagueira não é contagiosa, não é causada por um susto e não significa que a pessoa tenha menor capacidade intelectual. A condição tem origem multifatorial, com participação de fatores genéticos e neurobiológicos, entre outros.
A intensidade pode variar conforme a situação, e momentos de nervosismo podem tornar a fala mais difícil, mas não são considerados, isoladamente, a causa do distúrbio.
QUANDO PROCURAR AJUDA?
O fonoaudiólogo é o profissional indicado para avaliar e acompanhar pessoas que apresentam sinais de gagueira. A orientação é buscar avaliação quando as repetições, os prolongamentos ou os bloqueios forem percebidos, especialmente na infância.
Familiares e educadores podem ajudar respeitando o tempo de fala, sem completar frases, pressionar a criança ou exigir que ela fale mais rápido. O acolhimento contribui para reduzir o constrangimento e fortalecer a confiança na comunicação.
A gagueira não impede o desenvolvimento de habilidades nem limita a capacidade de uma pessoa de estudar, trabalhar ou construir relações. Informação e respeito são fundamentais para combater o preconceito.
INFORMAÇÃO E ACOLHIMENTO COMBATEM O PRECONCEITO
Fonte: O TEMPO
Texto: Nubya Oliveira
Foto: peakSTOCK/iStockphoto













