Gentileza vai muito além de dizer “por favor” e “bom dia”, explicam especialistas

Por Dentro De Tudo:

Compartilhe

Ser gentil não significa apenas seguir regras de educação. Segundo especialistas ouvidos por O TEMPO, a gentileza está diretamente relacionada à capacidade de perceber o outro, compreender suas emoções e agir com empatia.

Dar bom dia, segurar a porta para alguém, agradecer, elogiar espontaneamente ou ajudar um colega são atitudes simples que podem fortalecer vínculos e melhorar a convivência. No entanto, a rotina acelerada e a atenção constante aos próprios problemas fazem com que muitas dessas oportunidades passem despercebidas.

A psicóloga Ana Clara Gomes Braga explica que a educação está mais ligada às regras de convivência e às habilidades sociais aprendidas, enquanto a gentileza envolve também empatia e percepção das necessidades de outra pessoa.

As especialistas destacam ainda que a gentileza pode ser desenvolvida ao longo da vida. Experiências pessoais, idade, gênero, classe social e fatores culturais influenciam a maneira como cada pessoa percebe e demonstra cuidado.

Outro ponto levantado é a existência das chamadas microagressões: comportamentos ou comentários que podem parecer insignificantes para quem os pratica, mas causar impacto negativo em quem os recebe, especialmente em situações relacionadas a preconceito, racismo, etarismo ou machismo.

Além de melhorar as relações, pequenos gestos de gentileza podem contribuir para o bem-estar de quem pratica e de quem recebe. Para a psicóloga Renata Borja, em uma sociedade marcada pela pressa e pelo estado constante de alerta, prestar atenção ao outro pode ajudar a criar mais conexão no cotidiano.

Crédito da matéria: O TEMPO
Crédito da foto: Helvio Avelar

GENTILEZA VAI ALÉM DA EDUCAÇÃO E EXIGE EMPATIA

Encontre uma reportagem